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Informática Fácil

Já passaram alguns anos desde que começei com as contribuições de textos para este jornal, julgo que foi desde o numero 02, incrivél.. aos anos que isso foi, mas enfim o tempo agora é de parar e de começar a dirigir as minhas forças para outros projectos e outras areas que me vão e estão a absorver por completo.

Não queria deixar de dar aqui neste canto o meu apoio a este projecto que tem mais que pernas para continuar no futuro!!

Um grande abraço a toda a equipa!

http://informaticafacil.com.pt/

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Sporting

O Sporting nasceu um dia
Sob o signo do leão
Nós aprendemos a amá-lo
E a trazê-lo no coração
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Bandeira verde o Leão
E uma esperança sem fim
Muita fé no coração
O sportinguista é assim
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Ai vamos lá cantar a marcha
Que é a de todos nós
Cantam todos os do Sporting
Desde os netos até aos avós
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting !

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting !

Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória é sempre nossa
Viva ao Sporting !

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Compra de maq. fotográfica

Ola ola,
ando a procura de uma máquina fotográfica e como as escolhas são muitas aqui fica um pequeno resumo e apontamento das mesmas:

as minhas escolhas iniciais:
LINK

Canon PowerShot SX110 IS
Fujifilm FinePix S2000HD – link
Panasonic Lumix DMC-FS42
Panasonic Lumix DMC-TZ4 **
Panasonic Lumix DMC-TZ5 – link

** vou optar por este porque: existe na fnac à venda um pack (LINK) e porque se trata de um modelo que me serve para o que quero, obvio que preferia uma melhor e que me deixa-se tirar fotos a vontade, “tipo corridinha”, mas essas para além de usarem pilhas são grandes… mas até à próxima quinta-feira vou-me decidir :D

thanks a todos (Ribas, Nuno, Candyskins e Paulinho)

nsa

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Os carteiristas do 28

Acção no eléctrico

Os três carteiristas de boné, cercam a vítima na paragem da rua Conceição e, na confunsão, roubam-lhe a carteira. O turistas, de pullover às costas, só dá pelo furto na estação seguinte

É um ‘pintas’ em estado puro. Fala em alta voz e pelos cotovelos, veste um blazer por cima de uma t-shirt colorida e conta histórias do arco-da-velha numa tasca para os lados do Paço do Lumiar. Luís Simões pertence à velha guarda de carteiristas mas diz-se retirado das lides, aos 51 anos. “Agora sou pedreiro”, declara, mostrando as mãos com marcas de cal. As mesmas com que aos onze anos já surripiava “cabedais” na Baixa de Lisboa. “Ou gamava ou levava uma galheta do Marinho do Bairro Alto. Não tinha outra hipótese”, lembra. Nessa altura, ficava apenas com 10% do lucro.

Aprendeu depressa o ofício. Umas carteiras mais tarde, já em dupla com o Chico Fininho – também reformado -, dava-se ao luxo de trabalhar da uma às três da tarde no Metro. Duas horas entre o Rossio e a Rotunda podiam render-lhes 80 contos (400 euros). Livres de impostos. “Vivi como um rei. Tinha três carros e se me apetecesse ia tomar o pequeno-almoço ao Porto”, confessa.

Transformou-se numa lenda do meio mas jura não ter nenhum truque nem a mão especialmente leve. É tudo intuição em estado puro. Ele desvenda: “Olhamos para um ‘guiro’ (turista estrangeiro) e tiramos-lhe a pinta enquanto ele espera na paragem, para perceber se é ‘cabra’ (esperto) ou despassarado. Depois, metemos a mão (roubam a carteira) ou damos a tanga (distraem o turista)”. Tão simples como saltar à corda? Sim e não. Há carteiras menos recheadas do que pareciam à primeira vista. “À partida, pela grossura da ‘música’, podemos perceber se carrega ‘balúrdio’. Muitas enganam. Estão ‘nixo’, não têm nada.”

Para Simões, o grande inimigo dos carteiristas tem a sigla ATM. “As Caixas Multibanco vieram estragar o negócio. Os ‘guiros’ andam agora com menos dinheiro no bolso”, queixa-se o tripeiro que fez carreira na capital. “Mas continuam demasiado distraídos.” Ele confessa o gozo que lhe dava gamar italianos. “Armam-se em bons, pensam que nos topam e ainda por cima têm a carteira cheia de guita.” Já os espanhóis são os mais desconfiados. “Lá na terra deles é que são mais molinhos.”

Os anos passados na prisão, entre 2001 e 2005, e a condenação mais recente a seis anos de prisão, com pena suspensa, não lhe retiram a verve: “Os carteiristas de agora não são leais uns com os outros. Estão desesperados, por causa da droga. Roubam, fazem mal às pessoas se for preciso e andam em grupos tão grandes que até um cego os topa à distância.”

<b>Guiro roubado</b><br/>O turista francês (à direita na foto)não apresentou queixa à polícia mesmo depois de ter ficado sem 600 euros. Quer ter umas férias tranquilas
Guiro roubado
O turista francês (à direita na foto)não apresentou queixa à polícia mesmo depois de ter ficado sem 600 euros. Quer ter umas férias tranquilas

Não está muito longe da verdade. Nas paragens dos eléctricos 28 e 15 é fácil tropeçar neles. Usam todos uma espécie de kit, que serve aparentemente para se camuflarem entre os turistas: boné com pala, pasta ou mapa debaixo do braço e uma mochila às costas. O Expresso, que andou uma semana no vaivém entre o Chiado, Graça e Cais do Sodré, viu o grupo do Zé do Porto, um dos ‘mãos leves’ mais afamados de Lisboa, em acção. A vítima era um turista francês de idade avançada que se preparava para entrar no eléctrico, na Rua da Conceição. À sua frente, Carla finge não saber onde guardou o passe, deixando o turista Renée entalado entre ela, o Alfredo Maluco e o Zé do Porto. Os dois carteiristas, que fingem querer entrar no eléctrico à força, empurram-no e com a confusão, um deles tira a carteira do bolso das calças e passa-a logo a outro. O gesto é tão rápido que nem a lente da máquina fotográfica o consegue captar.

Na paragem seguinte, perto da Sé, o turista, de Marselha, dá o alarme. Os agentes da Divisão de Segurança a Transportes Públicos da PSP que circulavam nas imediações ainda perseguem o grupo pelas ruelas de Alfama. Mas os carteiristas estão a jogar em casa e despistam a polícia. “Tinha 600 euros na carteira. Como cheguei ontem a Lisboa, ainda não tinha gasto nada”, queixa-se Renée, que mesmo assim preferiu não fazer queixa do furto. “Dá muito trabalho. Quero ter o resto das férias em paz.”

As 600 brasas irão ser divididas nos minutos seguintes ao furto. Quanto mais tempo esperarem para repartir o roubo, mais probabilidades haverá de se vigarizarem entre si. E há até uma hierarquia. Quem recebe a maior fatia do bolo é o artista da mão leve – neste caso o Zé do Porto -, pois é ele quem tem o trabalho mais especializado. O seu negócio estende-se a toda a família: mulher, filho e irmão também são carteiristas. E a enteada só saiu do ramo porque engravidou há pouco tempo.

O seu grande rival é o Xula, um dos mais odiados do meio e que à conta dos gamanços é dono e senhor de carros topos de gama. Há muito mais anos no sector, Aníbal dos Transportes é tão velho que até já tem dificuldade em subir as escadas do eléctrico. Mas não lhe falta genica. Certo dia mandou uma carteira à cara de um turista que tinha acabado de roubar: “Isto é dinheiro que se traga?”, gritou. Quase tão idoso, o Cheira Mal distingue-se pelo andar vagaroso, boné de panamá branco e barriga proeminente.

Outro figurão no meio dos carteiristas é o Beto das Galinheiras, que costuma actuar sozinho no Metro, na linha verde, mas anda misteriosamente desaparecido de circulação. Paulinho Boxeur, também conhecido como Paulinho de Alfama, é ‘correo’ (companheiro) do filho do Zé do Porto. A polícia apelida a dupla de Batman e Robin… Já o Praias ganhou esta alcunha devido à sua ‘muleta’ (disfarce): uma toalha de praia, que leva ao ombro para se infiltrar entre os turistas. É discreto mas levanta suspeitas no Inverno, quando o tempo não é para banhos no mar.

“Os carteiristas portugueses não são perigosos nem agem com violência. Se são apanhados largam a carteira e fogem dali. Nenhum anda armado. Chegam a entregar a carteira à vítima depois do furto. Ela até agradece. Nem se apercebe que já não tem o dinheiro”, revela o Comissário Ribeiro, da Divisão de Segurança a Transportes Públicos da PSP. “Normalmente andam em grupos da mesma nacionalidade mas há grupos mistos”, acrescenta.

Tal como noutros ramos de actividade, também há especializações. Se os portugueses preferem as paragens dos eléctricos a abarrotar de turistas (o interior do Eléctrico 15 e as gares de metro estão cada vez mais out porque são vigiadas com câmaras de televisão), os carteiristas oriundos da África negra investem nos furtos nas escadas rolantes do Rossio, Cais do Sodré, Baixa-Chiado e Alameda, de preferência na hora de ponta.

Já os magrebinos usam os seus truques de ilusionismo nas esplanadas da Baixa: sentam-se ao pé da vítima, colocam o casaco com os bolsos rotos nas costas da cadeira e através dos buracos abrem as bolsas. Os de Leste têm mais lata e roubam as carteiras enquanto as pessoas caminham na rua. E são os mais brutos da praça. Há muitas mulheres e até grávidas da Roménia e dos Balcãs no activo. São as chamadas ‘dançarinas de salão’, nome exótico dado às raparigas que andam em cima dos turistas que apreciam as vistas das Portas do Sol. Uma das mais afamadas, e menos bonitas, tem uma alcunha que lhe assenta bem: Magda Patológica. Vimo-la em acção, com mais três compinchas, para os lados do castelo de São Jorge. Ainda se aproximou da mochila do repórter fotográfico, com um ar guloso, mas ele estava já prevenido para as investidas.

Se por um lado o negócio já teve melhores dias (as carteiras andam mais magras e a polícia mais atenta), por outro, as denúncias têm crescido nos últimos três anos, embora muitas das vítimas (principalmente as estrangeiras) prefiram não se dar ao trabalho de ir até à esquadra. Diz o relatório de segurança interna que em 2006 houve pouco mais de 12 mil participações à polícia. No ano seguinte, elas subiram para as 14 mil e em 2008 atingiram as 15 mil. Contas feitas, há, em média, 40 denúncias diárias de furtos feitos por carteiristas.

A polícia estima que haja, só em Lisboa, cerca de 80 carteiristas de nacionalidade portuguesa e meia centena de estrangeiros, a maioria do Leste da Europa. Estes vieram para ficar, depois do Euro-2004. Ainda experimentaram os ajuntamentos dos Jogos Olímpicos de Atenas, no mesmo ano. Mas depressa regressaram ao nosso país. Queixavam-se de que a polícia grega era demasiado violenta com eles. Apanhá-los é tão difícil como agarrar enguias à mão. “É um crime difícil de detectar mesmo que saibamos que andam por ali. São muito lestos a roubar e despacham-se rapidamente das provas”, declara o subchefe Agostinho, da PSP, que levanta o véu do modus operandi destes pequenos criminosos: “O truque está nos dois toques. Um dos carteiristas dá um empurrão mais forte numa parte do corpo da vítima para a distrair de um outro contacto mais subtil, que passa despercebido. Confundida, ela nem se apercebe de que ficou sem a carteira.”

Quando são apanhados em flagrante, utilizam todo o tipo de truques para se escapulirem dos agentes, normalmente à paisana. O Dentinho de Ouro, conhecido no meio por ter ainda mais lábia do que os rivais, disse a um agente, logo depois de ser apanhado, esta frase lapidar: “Ainda bem que o vejo, senhor guarda. Eu ia entregar agora mesmo esta carteira na esquadra.” Não teve sorte. Outros chegam a usar argumentos economicistas, que deixam até os agentes com vinte anos de serviço incrédulos: “Sô polícia, estamos simplesmente a fazer serviço público. Graças à nossa actividade entram muitas divisas no país.”

A gíria de um meliante

  • Música ou cabedal: carteira;
  • Montada: eléctrico;
  • Guiros: turistas
  • Estrilhar: refilar;
  • Cabra: turista atento aos carteiristas;
  • Nixo: carteira sem dinheiro;
  • Balúrdio: carteira carregada de dinheiro;
  • Correo: companheiro de crime;
  • Asa-direita ou encosta: aqueles que fazem ‘tampão’ na entrada; dos transportes para confundir as vítimas;
  • Mão leve: o artista que furta a carteira;
  • Muleta: disfarce usado para se camuflarem entre os turistas.
5 conselhos para se prevenir dos ladrões

  1. Não leve a mochila às costas. Coloque-a antes sobre a barriga
  2. Ao entrar no metro e nos eléctricos, se sentir alguma pressão de passageiros, desconfie
  3. Ande com pouco dinheiro na carteira
  4. Coloque a carteira em bolsos interiores da roupa ou da mochila
  5. Se for roubado, faça queixa na esquadra da polícia

Fonte

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Piratas lançam ataque à Caixa (CGD)

A Caixa Geral de Depósitos está sob um ataque informático: e-mails estão a ser enviados para endereços de correio electrónico pedindo, em nome da instituição, a actualização de dados do Caixa Directa, o serviço de acesso às contas bancárias através da internet. O banco não tem para já registo de levantamentos abusivos, mas subsiste o perigo de os dados subtraídos serem comercializados no mercado negro informático.

As mensagens de correio electrónico têm como remetente o endereço seguranca@cgd.pt, e informam o cliente de que dispõe de “cinco dias úteis para proceder à actualização de dados”, sob pena de ficar sem o acesso on-line.

Esta técnica, conhecida por ‘phishing’, assenta no uso de e–mails que aparentam ter origem num banco mas que na verdade são o isco para a recolha de dados pessoais e financeiros.

Os serviços da CGD registaram o início deste ataque no dia 22 de Abril, e reforçaram de imediato as mensagens de alerta aos clientes, nomeadamente na página de rosto do serviço on-line, explicou ao Correio da Manhã o director dos canais electrónicos da CGD, António Filipe.

Os clientes que comunicam ao banco que responderam ao e-mail fraudulento são aconselhados a acabar com o contrato que têm no serviço Caixa Directa e a assinar um novo. Um procedimento que só obriga “à alteração das senhas de acesso ao serviço da internet, não implicando qualquer mudança no número de conta”, sublinha António Filipe.

“Há uma grande especialização destes grupos, e na maior parte das vezes o que recolhe as informações nem é o que as usa para obter ganhos financeiros”, sublinha, por seu turno, Timóteo Menezes, da Symantec, empresa especialista em segurança informática.

No mercado negro informático, os números de contas bancárias são “muito procurados”, reconhece Timóteo Menezes, explicando que muitas vezes são usados para outras finalidades que não as óbvias, nomeadamente para pedidos de crédito on-line.

DADOS BANCÁRIOS PODEM VALER ATÉ MIL DÓLARES

O preço de dados de contas bancárias no mercado negro variava, em 2008, entre os dez e os mil dólares (cerca de 7,5 e 755 euros),segundo um estudo da Symantec. A CGD é um dos bancos portugueses que mais sofreram com o ‘phishing’. A instituição é, em média, alvo de um ataque por mês, mas este é o primeiro em massa registado este ano. Apesar de não haver relatos de levantamentos nas contas das pessoas que responderam ao e-mail, não há forma de garantir que as informações não sejam vendidas no mercado negro.

CONSELHOS ÚTEIS

-Suspeite sempre de links e ficheiros em e-mails

-Um e-mail cuja origem lhe é aparentemente familiar pode ter propósitos fraudulentos

-Desconfie de e-mails que lhe peçam qualquer acção, já que podem conter vírus indetectáveis

-Não responda a e-mails suspeitos

-Não clique em links nem abra ficheiros

-Instituições financeiras nunca pedem dados através de e-mail, portanto apague imediatamente a mensagem

Fonte

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fim de um ano ou anos..

Huns, para algumas empresas esta costuma ser a altura em que se começam a fazer as ultimas contas e a preparar o novo ano, o mesmo se passa com as pessoas quando olhamos para tras e reflectimos acerca do que foi feito e o que deixou de ser feito no ano, e é obvio que essas coisas serão as primeiras opções a serem feitas no novo ano.

contudo existem outros saldos que saem desta maquina que é a vida, que são os saldos que nos passam ao lado, são os saldos em que deixamos passar pela falta de tempo ou porque contamos sempre com elas do nosso lado mas… do outro lado as coisas não são vistas dessa forma. apesar de estarmos distraidos com a nossa vida, com os nossos afazeres é nossa obrigação olhar para esses lados e acalmar um pouco, pois mimar ou deixar palavras de força, parando um pouco no tempo pois não é assim tão dificil!

assim primeiro vêm as desculpas a todas essas pessoas que “deixei de lado” por circunstancias da vida por outro o meu mimo para que elas mesmo saibam que a vida tem destas coisas mas não são essas coisas que nos definem nem que fazem parte da nossa alma… são apenas andorinhas passageiras que não definem quem nós somos.

Beijos,

Pedro

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US teacher detains student for using Linux

Texas teacher accuses HeliOS of embroiling her pupils in possible “illegal” activity

A teacher in Austin, Texas has lashed out against the open-source Linux operating system, punishing one of her students for demonstrating and handing out copies of the HeliOS Linux distribution and writing an email to the distributor claiming the software may be illegal.

After confiscating the discs and detaining the student, the teacher, known only as Karen, wrote an email to Linux evangelist Ken Starks from HeliOS, most of which he posted on his blog together with his response.

In her email the teacher wrote: “Mr Starks, I am sure you strongly believe in what you are doing but I cannot either support your efforts or allow them to happen in my classroom. At this point, I am not sure what you are doing is legal. No software is free, and spreading that misconception is harmful. These children look up to adults for guidance and discipline. I will research this as time allows and I want to assure you, if you are doing anything illegal, I will pursue charges as the law allows.”

After lamenting the ignorance displayed by the teacher, Starks vigorously defended the legality of Linux and in particular HeliOS.

“First off, if there was even the slightest chance that I was doing something illegal, it would not have been done,” Starks said. “To think that I would involve my kids in my ‘illegal’ activities is an insult far beyond outrage. You should be ashamed of yourself for putting into print such nonsense.”

The teacher went on to add that she and many others “tried Linux during college” and that Starks’ claims about the operating system were “grossly over-stated and hinge on falsehoods”, adding that this “is a world where Windows runs on virtually every computer and putting on a carnival show for an operating system is not helping these children at all.”

Starks retorted by saying that Linux had seen some major developments in recent years and that the money Microsoft invested in the National Education Association meant that the teacher was “just spouting the union line”.

He went on to say: “The most disturbing part of this resides in the fact that the Austin Independent School District purchases millions of dollars of Microsoft Software – money that could be better spent on educating our children. A dedicated school teacher would recognise that fact and lobby for a switch to Free Open Source Software.”

Fonte: site

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Hackers: PSP de Bragança deteve dois piratas informáticos sul-americanos

Bragança, 11 Jun (Lusa) – Dois piratas informáticos foram detidos em Bragança por suspeita de desviaram, pelo menos, 250 mil euros de contas bancárias em diversos pontos de Portugal através da Internet, divulgou hoje a polícia.

Os dois “hackers” sul-americanos, com 25 e 26 anos, que se encontram em prisão preventiva, já tinham sido detidos em Abril, em Lisboa, mas foram postos em liberdade continuando a actividade ilícita, de acordo com o comando metropolitano da PSP de Lisboa.

Os indivíduos foram detidos dia 06, em pleno centro da cidade transmontana, na sequência de mandados emitidos pelo Ministério Público (MP), numa operação conjunta dos comandos da PSP de Lisboa, Porto e Bragança.

Os suspeitos foram conduzidos a Lisboa e ficaram em prisão preventiva, depois de sujeitos a novo interrogatório judicial.

De acordo com as autoridades, os arguidos já actuavam em Portugal desde Outubro e terão realizado diversas burlas informáticas através do método conhecido por “phishing”.

O modo de actuação consistia no envio de vírus para potenciais vítimas que, sem se aperceberem, enquanto acediam ao sistema Netbanco, permitiam o acesso e conhecimento dos códigos e passwords, segundo a polícia.

Os dois piratas informáticos utilizam posteriormente estes mecanismos de acesso para transferências interbancárias em seu benefício.

“Os movimentos bancários que os arguidos realizaram em Portugal ascendem aos 250.000 euros, não sendo de descartar a hipótese de novas vítimas virem a ser conhecidas aquando da peritagem aos computadores apreendidos”, refere a fonte da polícia.

Em buscas domiciliárias, as autoridades recuperaram material informático que continha software não detectável ao controlo de antivírus.

A investigação teve início em Fevereiro, na sequência de uma queixa contra desconhecidos apresentada na PSP de Lisboa por um empresário que se queixava de terem acedido à sua conta bancária, através de meios informáticos, e transferido para outras contas 26 mil euros.

A PSP conseguiu apurar o destino do dinheiro e identificar os autores do ilícito que foram detidos em Abril, quando se encontravam num ponto de acesso à Internet no Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

Já na altura, foi aprendido diverso material informático, em buscas domiciliaras, alegadamente usado nos crimes.

Presentes a tribunal, os dois suspeitos saíram em liberdade mediante apresentações periódicas às autoridades, entrega de passaportes e pagamento de caução.

“Os arguidos não cumpriram as ordens judiciais e de imediato colocaram-se em fuga para a cidade de Bragança, onde continuaram a realizar ataques a contas bancárias de vários empresário nacionais com negócios em cidades como Castelo Branco, Lisboa, Sintra, Évora, Leiria e Porto”, refere a PSP.

Segundo a polícia, os dois piratas informáticos são também suspeitos da autoria de um crime semelhante, em Bragança, em que um cidadão se queixa do desvio de cinco mil euros da sua conta a prazo numa agência bancária da cidade.

A PSP acredita que “deteve dois perigosos criminosos que, com os conhecimentos informáticos que possuem, poderiam lesar, quer a nível nacional, que a nível internacional, outras empresas e entidades”.

HFI.

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Estudante usava Net para roubar dinheiro de contas bancárias

Aveiro. Jovem de 21 anos apanhado em flagrante delito

Quando foi surpreendido depositava 10 mil euros. Vítima denunciou o caso

A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, deteve em flagrante delito um presumível burlão informático numa agência bancária de Aveiro quando este pretendia levantar da sua conta uma quantia de 10.000 euros que tinha transferido, ilicitamente, de outra pessoa, concretamente de um homem que denunciou o caso.

O suspeito, de 21 anos, vive na zona de Aveiro, é estudante universitário noutra cidade e natural de um país africano de expressão portuguesa (PALOP). Após a detenção, foi presente ontem a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Aveiro, mas desconheciam-se as medidas de coacção até à hora de fecho desta edição. A PJ, que já estava a vigiar as movimentações do suspeito há algum tempo, recolheu provas indiciadoras da obtenção ilegal de acessos e dados pessoais por via electrónica para consumar a burla através da Internet (um método conhecido vulgarmente por phishing).

O indivíduo terá recorrido, em várias ocasiões, a “mecanismos e instruções” que forneceu nas consultas online que a vítima fazia à sua conta, “criando-lhe a convicção de que estava a ser instruído pela instituição bancária”. “Alguns erros” cometidos permitiram aos investigadores apanhar o seu rasto e depois consumar a detenção no preciso momento em que se deslocava ao banco para levantar da sua conta 10.000 euros, fruto de duas transferências realizadas com sucesso, utilizando fraudulentamente as chaves informáticas a que acedera.

Quando a vítima entrava no site da sua entidade bancária era redireccionado para outra página, muito semelhante, inicialmente sem se aperceber, acabando por digitar os seus dados pessoais que eram depois registados pelo burlão. Incorre agora numa pena que pode ir até cinco anos de prisão.

Este crime, alertou ontem a PJ, tem tido um “grande incremento, inovando nas formas de contacto com as vítimas” que são induzidas a pensar que os elementos solicitados se destinam à segurança de acesso às respectivas contas.

fonte(http://dn.sapo.pt/2008/10/04/cidades/estudante_usava_para_roubar_dinheiro.html)

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EEE, afinal… huns huns

lista de comparações..

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Está o Google a tornar-nos estúpidos? (Nelson Marques)

Bem-vindos ao “fast-food” dos conteúdos

Está o Google a tornar-nos estúpidos?

O motor de pesquisa mais popular do planeta revolucionou a forma como acedemos à informação. Mas parece também ter ajudado a mudar a forma como a lemos e processamos.

Está o Google a estupidificar-nos?” A inquietação, explorada pelo ensaísta Nicholas Carr na última edição da revista americana ‘The Atlantic’, fez soar o alarme. Como pode ser isso possível se, graças à extraordinária invenção de Larry Page e Sergey Brin, até mesmo os menos cultos têm à distância de um clique as respostas para se sentirem capazes de ganhar o ‘Quem Quer Ser Milionário?’. Como se, graças ao mais famoso motor de pesquisa do mundo, deixou hoje de fazer sentido saber menos que uma criança de 10 anos desde que haja um computador à mão? Como, se pesquisas que antes poderiam levar dias numa qualquer biblioteca pública podem ser agora realizadas em apenas minutos. Como?

O Expresso foi ouvir alguns especialistas sobre a forma como a Internet tem afectado os nossos cérebros e as conclusões são preocupantes: quanto mais tempo passamos na Internet, maior dificuldade temos em nos concentrar numa leitura mais vasta e profunda, como a de um livro. Da sociedade da informação nasceu um novo tipo de leitores: mais contemplativos e menos interpretativos. Onde é que já ouvimos isto?

A pergunta de Carr é, naturalmente, provocatória. O autor não pretende demonizar o Google, antes usá-lo como exemplo da forma como, apesar das suas vantagens inequívocas, a afirmação da Web como o “media” universal representa um elevado preço a pagar pelos nossos mecanismos cognitivos. “Não me consigo concentrar se não houver gratificação instantânea”, admite Edson Medina, programador informático há 10 anos, o que, nas suas próprias palavras, o coloca “no grupo dos mais expostos” ao problema. “Tenho de reler inúmeras vezes as páginas porque me distraio constantemente e perco-me. Muitas vezes, talvez a maioria, acabo por desistir antes de terminar o livro. A minha capacidade de concentração ruiu nos últimos anos e quer-me parecer que não estou sozinho nisto”.

Não está, de facto. Celso Martinho, co-criador do Sapo, o primeiro motor de busca português, admite que a Internet também alterou a forma como encara a leitura, bem como outras actividades que requerem “concentração, atenção e dedicação”. “Leio hoje de forma completamente diferente do que fazia há cinco ou 10 anos. Faço-o em busca da satisfação imediata, pulo capítulos ou partes desinteressantes, leio-o na diagonal, adultero o livro”.

Este tipo de comportamento foi identificado num dos poucos estudos que relacionam o uso intensivo da Internet com alterações ao nível da cognição. Investigadores do University College de Londres apontaram algumas pistas sobre as mudanças que estão a ocorrer na forma como lemos e pensamos. Os cientistas analisaram o comportamento dos visitantes de dois sítios populares que permitem o acesso a livros electrónicos, artigos e outras formas de informação escrita e concluíram que os internautas efectuavam uma leitura superficial da informação, saltando entre uma fonte e outra. Em média, não liam mais de uma ou duas páginas de um livro ou artigo e raramente regressavam a alguma fonte que já tivessem consultado.

“A consulta na Internet é geralmente feita de uma forma acelerada. Muitas vezes, a leitura é feita na diagonal. O próprio modelo de escrita é mais curto e, muitas vezes, menos cuidado. Está a ler-se mais, mais rápido e em períodos mais curtos. A frase longa, tal como o texto longo, não sobrevive”, reconhece o neurologista António Freire. O especialista admite também que as novas gerações, “com uma exposição mais precoce e prolongada à Internet”, possam estar a desenvolver “novos modelos de formatação da leitura”, rejeitando os hábitos de leitura das gerações mais antigas, “que exigem uma enorme disponibilidade, uma concentração mais prolongada e dirigida, e uma reflexão mais profunda”.

Apesar de não existirem ainda estudos aprofundados que explorem as implicações cognitivas da nova sociedade da informação, parece inegável que a Internet e invenções como o Google vieram alterar as formas tradicionais de leitura. Os jovens de hoje não lêem necessariamente menos que a geração anterior. Com o “instant messaging” e o SMS dos telemóveis, lêem até provavelmente mais, mas fazem-no de forma diferente, mais contemplativa e menos interpretativa, uma revolução semelhante à que o advento da televisão provocou. “O problema”, alerta Celso Martinho, “é o tipo de informação que a Internet dá, e que os motores de busca privilegiam, que é em grande parte desinformação, efémera, sensacional, barata. É o “fast-food” dos conteúdos”.

Para o professor universitário José Manuel N. Azevedo, o desenvolvimento da sociedade da informação teve, pelo menos, uma vantagem óbvia, ainda que esta tenha também um lado menos positivo. “Sou um viciado em livros e se alguma coisa o Google e a Amazon, por exemplo, fizeram foi facilitar a localização de livros interessantes e, consequentemente, diminuir a minha conta bancária. Leio, por isso, tanto ou mais do que lia há 10 anos”.

Em particular no caso dos mais jovens, explica Azevedo, o reverso da medalha está na dispersão, provocada por dois excessos: um de informação e outro de solicitações. O primeiro faz com que os estudantes tenham dificuldade “em separar o trigo do joio, isto é, ajuizar a informação que encontram”. O segundo, torna a concentração muito mais difícil. “O computador junta muitos ambientes que antigamente estavam separados. Estudávamos na biblioteca, trabalhávamos nas salas de aula, conversávamos na cantina, ouvíamos música em casa ou nos bares e discotecas. Agora está tudo reunido num único local. E há tanta coisa interessante à distância de um clique…”

Privacidade comprometida?

O Google tornou-se quase um banco que, ao invés de dinheiro, guarda informação. Quando utilizam os seus serviços, os internautas colocam nos computadores do gigante da Internet dados sobre as suas pesquisas, fotos, blogues, vídeos, calendários, e-mails, contactos, redes sociais, mapas, documentos, informações de cartões de crédito e até registos médicos. São ao todo 10 mil servidores que armazenam uma fatia substancial da vida de milhões em todo o mundo, o que provoca sentimentos ambivalentes.

Se, por um lado, o Google se tornou o maior centro de conhecimento do planeta, por outro poderia, se quisesse, compilar dossiês sobre indivíduos específicos. A empresa, cujo lema é ‘Don’t do evil’ (não façam o mal), tem procurado manter o equilíbrio desta relação, consciente que os dados que recolhe podem constituir tanto uma mina publicitária como afastar os utilizadores se estes sentirem que a sua privacidade está a ser demasiado invadida.

A principal fonte de rendimentos do Google é a publicidade. A abordagem segue o mesmo princípio da pesquisa: apresentar ao utilizador os anúncios que lhe possam ser mais relevantes. Cada vez que o internauta realiza uma pesquisa, o Google anexa aos resultados pequenos anúncios seleccionados de acordo com os termos procurados, beneficiando tanto os consumidores como os anunciantes. Estes têm a possibilidade de anunciar nos resultados no motor de busca – pagando apenas se o utilizador tiver carregado nos anúncios, uma abordagem conhecida por “pay-per-click”.

Império começou na garagem

Em apenas uma década, a empresa nascida no interior de uma garagem californiana transformou-se na marca mais valiosa do mundo. O império Google não pára de crescer.

Ambição foi algo que nunca faltou a Larry Page e Sergey Brin. Quando, a 7 de Setembro de 1998, os então dois estudantes de doutoramento da Universidade de Stanford, ambos com 24 anos, criaram a Google Inc. e a instalaram na garagem de um amigo no norte da Califórnia, o seu objectivo era disponibilizar a melhor ferramenta de pesquisa na Internet. Uma década volvida, o objectivo foi largamente superado. O Google tornou-se literalmente sinónimo de pesquisa, sendo consagrado como verbo em dicionários de língua inglesa.

Mas a empresa é hoje muito mais que o seu motor de busca, ainda que este seja indubitavelmente o mais famoso do planeta. À estratégia inicial virada para a pesquisa somaram-se a publicidade – os pequenos anúncios anexados aos resultados das buscas e de outras páginas, como os blogues, são a principal fonte de receitas da empresa – e, mais recentemente, as aplicações de software. Por exemplo, através de uma série de aquisições e a uma parceria com a Sun Microsystems, a companhia oferece na sua barra de ferramentas uma alternativa aos programas do Office da Microsoft.

A empresa que nasceu com o objectivo de “organizar a informação do mundo” cresceu de tal forma que é hoje um vasto império que se estende pelas áreas do vídeo (Google Video e YouTube), classificados (Google Base), e-mail (Gmail), redes sociais (Orkut), fotografia (Picasa), comércio electrónico (Google Checkout), ferramentas de blogues (Blogger), localização geográfica (Google Maps e Google Earth), livros em formato electrónico (Google Books), notícias (Google News), VOIP (Google Talk), banda larga (Google TiSP), etc.

A multinacional tem estudado também novas formas de oferecer aos consumidores ligações Wi-Fi gratuitas ou pelo menos substancialmente mais baratas que as da concorrência. Para isso, quer aproveitar o espectro disponível nas transmissões televisivas dos EUA, ou seja, o espaço não ocupado nas transmissões de satélite ou cabo que será libertado na transição para o sistema digital a partir de Fevereiro de 2009. A gratuitidade ou baixo preço do serviço poderiam ser compensados pelo recurso à publicidade.

“A maior parte dos serviços existe directa ou indirectamente para servir os objectivos do Google enquanto motor de busca”, afirmou ao Expresso António Dias, consultor em optimização de motores de pesquisa e autor do blogue Marketing de Busca. “O conhecimento da forma como os utilizadores se comportam permite à Google aferir da relevância do seu algoritmo, melhorá-lo e servir melhores anúncios, no seu site e na sua rede”.

Page e Brin bem podem pregar que a sua motivação é melhorar o mundo e não maximizar lucros mas a verdade é que a expansão do universo Google se tem traduzido em muito dinheiro. Entre as cinquenta pessoas mais ricas do planeta apenas duas têm menos de 40 anos: têm ambas 34 anos e acumulam, cada uma, uma fortuna de mais de €10 mil milhões, segundo a Forbes. E, claro, esses dois multimilionários são os dois fundadores da Google.

NÚMEROS

10

mil milhões de euros é a fortuna dos fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, de 34 anos 11

mil milhões de euros foi o volume de negócios da empresa no ano passado 2,8

mil milhões de euros foi o lucro no ano passado, mais 36 por cento que no ano anterior 3260

é o número de pesquisas no Google feitas em todo o mundo a cada segundo que passa – não é a cada minuto, é a cada segundo!

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“RUA CORPO DE DEUS”

Eu e só

Existem espaços na nossa vida que são assim contínuos e que não deixam margem para descobrirmos outras coisas na vida ou então são demasiados limitados. Olhando para o que me rodeia consigo observar que não posso queixar-me muito, seres tão pequenos como as tartarugas que passam o dia confinadas no seu espaço de acrílico, devem ser felizes, têm o seu sol, têm a sua comida e não devem ter qualquer preocupação na sua vida. Vou sair, quero ver as pessoas, quero respirar o mundo, quero sentir-me viva e quero ser feliz.

São nove e pouco da manha e a Sónia, veste-se apressadamente tentando disfarçar na roupa a falta de sorriso que lhe vai na alma. Na noite passada soube que o irmão ia sair de casa e que iria viajar para África, em busca de trabalho e de outra oportunidade. Os pais, também estão de saída para a casa nova, longe do reboliço da cidade e do espaço eximo que a casa nesta altura aparenta ter com quatro adultos. Em breve o espaço será grande demais para uma só pessoa. Será o espaço de uma pessoa só.

Já se ouve o frenesim da cidade, o mercado é aqui perto e os carros entram e saem desta rua sem saída à procura de um espaço para estacionar. O prédio da frente parece estar mais bonito hoje, o sol bate de frente e torna mais viva a cor e as pessoas que estão à janela.

Vou sair de casa, acho que já estou atrasada e o Rui não deve poder esperar muito mais. Ao sair de casa lembrei-me que deixei as tartarugas na janela, será que este sol lhes vai fazer bem? Será que deixei comida? Tantas duvidas. Subo a rua e vou cumprimentando as pessoas que surgem, descubro que existe felicidade no meio delas, parecem sorrir não sei se pelo dia se é apenas para mim. Dói-me alma por antecipação, vou ficar sozinha e não me agrada essa sensação.

Na semana passada, depois do meu irmão se ter escondido novamente nos seus segredos fiquei com a sensação que algo de muito grave ia acontecer. Não imaginava que iria ser algo assim tão drástico e tão rápido. Ele não devia ir embora, ele já passou e já deu tanto por aqui e eu que tão bem sei o que é dar o máximo por algo e ser colocada de lado. O meu trabalho na gelaria tem também os seus dias contados, não me quero sentir como me senti, não quero que pensem que podem fazer tudo de mim. Não são atitudes dessas que me vão fazer voltar e a querer ficar, já chega, já não quero mais, quero mudar. O Rui vai pensar que voltei a adormecer, acho que estou muito atrasada.

O meu irmão, o meu melhor amigo, a única pessoa que me compreende, a única pessoa que me ouve, a única pessoa que me ajuda sem hesitar e sem perguntar nada, vai embora, para longe assim do nada, sem me avisar. Triste a minha alma, triste o meu coração. Mas não posso. Não quero ser assim, não posso ser assim, ele lutou muito ele merece melhor. África.

Nas ruas surgem os mais variados compradores do mercado, os casuais e aqueles que aparentam ter esta mesma rotina à anos. No céu não se vêm nuvens apenas o céu azul com os pombos do costume.

Este jardim, que saudades que tenho dos tempos em que brincava neste jardim, ainda sem a agua e com o Senhor Joaquim que da cozinha saia para me nos dar uns rebuçados sempre que nos via. Ele não precisava de nos chamar já quase que o sentíamos sair da cozinha e a pôr as mãos aos bolsos para retirar aqueles rebuçados que nunca se repitam nem pelas cores nem pelos sabores. Que bonito que está o jardim hoje.

Não me posso demorar o Rui está à minha espera, acho que já o vejo.

Ao descer a rua a Sónia apercebe-se da quantidade de coisas que as pequenas lojas parecem vender, o interior já não é suficiente e os olhares não conseguem fixar nem as bancas nem as montras com o material que elas ostentam.

(sónia) Olha Rui!
(sónia) desculpa o meu atraso mas voltei a adormecer, como estás?
(rui) estou bem, vim cá fora fumar um cigarro, o almoço hoje parece que vai ser concorrido, com as festas aqui ao lado.
(sónia) festas? que festas?
(rui) da cidade Sónia. Onde é que tu andas com essa cabeça?
(sónia) não sei, ando tão ocupada a pensar na vida que nem sei em que dia estamos
já deu para reparar? eu estou bem eu fico bem.
(rui) Ontem a noite acabei por sair e diverti-me um pouco, trouxeste o que te pedi?
(sonia) Sim, trouxe, não sei se te vai ajudar muito mas acrescentei uma coisas ontem para que te consigas guiar

Enquanto o Rui desfolha os apontamentos que a Sónia lhe acabou de dar, ela aproveite e vai espreitar o que se passa à porta da Igreja. Repara que existe um grande agitação e muitas pessoas paradas a olharem para um estrado onde cantam uns estudantes.

(rui) Sónia, esta impecável! Bigada
(sónia) Espero que te sirva e que consigas fazer isso. Vou andando sim.
(rui) sim claro, até mais logo.

Enquanto a Sónia caminha de volta à praça Rui apaga o cigarro e entra no restaurante. Sónia tenta aproximar-se mais perto mas não consegue, pois esta tudo rodeado de turistas. Resolve então ir dar a sua volta de regresso a casa.

Festas da cidade, já não me lembro da ultima festa que fui, nem à quanto tempo foi! Tenho que começar a pensar no que vou fazer, tenho que arranjar um novo trabalho, tenho que me decidir rápido. Não posso voltar a trabalhar na galeria, não me pagam quase nada para o trabalho que tenho, quero deixar de me preocupar, quero sentir-me bem, quero ser feliz…
(joão) Sónia!!!..
(sonia) hey, ola João!
(joão) Tá tudo bem?
(sónia) Sim tudo.
(sónia) Parecia que estas a falar com alguém
(sónia) sim estava comigo. A pensar alto em coisas, e tu como estas?
(joão) Estou bem, vou ver se consigo ir ver de uns livros e tu que andas a fazer?
(sónia)Vou para casa!
(joão) Ah, posso acompanhar-te, a livraria é perto.
(sónia)Sim claro, então como vão as coisas com o curso?
(joão) Vão bem, alias não podiam ir melhor, alem do curso consegui um novo trabalho numa empresa nova, e tu? Ainda nas galerias?
(sónia)Sim ainda mas por pouco tempo, quero sair mas primeiro tenho que procurar
estas com uma cara triste. De certeza que esta tudo bem?
(sónia)Não nem por isso.
(joão) Então?
(sónia)O meu trabalho não corre como eu desejava, o meu irmão vai embora, vou ficar sozinha em casa e não sei como vai ser o meu futuro

Fez-se silencio enquanto continuavam a caminhar…

(sónia)Desculpa
(joão) Nao digas asneiras se eu não quisesse saber não perguntava não é, posso ajudar ?
(sónia) Não, obrigada tenho que ser eu a dar a volta mas não sei como!
(joão) Vais conseguir, lembras-te que uma vez me fizeste um promessa de me dar um beijo na boca em frente a minha namorada e que acabas-te por dar a volta?

A Sónia sorri..

(sónia)Não seja tolo, lá ia adivinhar que tinhas esse dinheiro na carteira! Imagina se tivesse dado, ela tinha-me matado na hora!
(joão) Nah, mas viste conseguis-te dar a volta à situação e agora também vais conseguir
(sónia) não sei se vou, as coisas desta vez são mais sérias, não sei se tenho forças para tanto! Preciso de pensar muito e de me decidir e farta de pensar ando eu! Bah
(joão) se te puder ajudar em alguma coisa sabes que podes contar comigo!
(sónia)Sim eu sei, obrigada!

Existe um novo compasso de espera enquanto continuam a sua caminhada pelas ruas da baixa. Sónia para no caminho para olhar para uma montra de uma loja enquanto que o João observa as crianças ciganas que se divertem com a fonte de água!

(joão) Sónia olha para ali..
(sónia) Sim..

A Sónia sorri, uma das crianças acabou sentada em cima do repuxo e não se consegue levantar de tanto rir, e os colegas também não o ajudam porque se riem ainda mais.

(sónia)Coitada!
(joão)Nah aquilo é puro divertimento vais ver que não tarda nada está la outra sentada para ver como é!

Continuam a caminha e entram numa das ruas que leva a uma loja antiguidades

(joão)vens comprar alguma coisa ou vens trabalhar para aqui?
(sónia) Nem uma coisa nem outra, costumo sempre parar aqui para ver coisas novas.

Poucos minutos depois já estão perto da igreja de São Tiago.

(sónia) Já viste como toda a gente parece feliz hoje?
(joão) E então? Não é para se estar? Estamos vivos não estamos?
(sónia) Sim é verdade, mas parece que hoje sou a única que não está
(joão) não sejas assim, não mesmo, não penses mais nisso tenta dar a volta por cima sim! Deixa de pensar e faz as coisas acontecerem! Vais ver que resulta.
(sónia) Estou cansada de tanto pensar, nem sei se dormi ou não de tanto pensar e tentar arranjar soluções, estou tão cansada!
(joão) Vá lá faz um sorriso bonito no corpo e na alma! Vais ver que te vai fazer bem
(sónia)Não consigo dói-me tudo por dentro… estou tão cansada.

Sobem as escadas paralelas à igreja de São Tiago e chegam ao inicio da subida para a casa da Sónia, o João despede-se e deseja uma vez mais boa sorte..

(joão) Mi vou, ficas bem?
(sónia) Sim fico, obrigado pela companhia sim.
(joão) Não digas asneiras sabes que gosto de ti e que se te puder ajudar em alguma coisa podes contar comigo!
(sónia) Sim eu sei, e não me ligues hoje não?
(joão) Bah, beijo, fui.

Sónia volta ao seu percurso e começa a subir a rua para sua casa, continua mergulhada nos seus pensamentos e cada vez mais se sente amargurada. O sentido de solidão e de abandono percorre-lhe a alma, as decisões e indecisões ferem o seu corpo como se não valesse a pena viver mais, como se a vida tivesse terminado, como se mais nada fizesse sentido, a sua alma quer soltar-se.

“RUA CORPO DE DEUS”

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Randy Pausch Last Lecture: Achieving Your Childhood Dreams

Existem pessoas que se queixam da vida, por isto e por aquilo a essas prestem atenção a esta lição para a vida…

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A ouvir..

Rita Pavone..

 

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fui ver..

 

The Cure, pavilhão do atlântico..Portugal.

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